10 maio 2008

Poesia de Andaime

“O amor é fogo que arde sem se ver”, clama o poeta.
“O que é bom é para se ver” , responde-lhe o trolha.
A mulher romântica, de hoje, nos seus passeios de fim da tarde, deleita-se não com os ditos trovadorescos dos bardos elegantes mas com os dichotes jocosos que ouve do alto dos andaimes:
«É carapau!».
Estamos, então, perante um estilo de poesia imediata. É uma poesia nua, sem burilados ou
versos alexandrinos. Um poesia que marca um virar de página na literatura portuguesa do novo milénio.

(adaptação do livro: Poesia de Andaime , de Luís Coelho)

9 comentários:

Naturezas disse...

Não sei se se deleita com os piropos jocosos , não sei se se emociona com a poesia sentida directamente da glande, (poesia directamente vinda do escroto declamada enquanto se coça os tim-tins), sei que são uns poetas incompreendidos :(

~pi disse...

poesia

rua

sua

nua

l´´a´´ a´´ :))

Anónimo disse...

Mas os trolhas trabalham até tão tarde????

Carpe Diem

Anónimo disse...

Andai-me ver isto!
sinuosa

Trolha disse...

naturezas,

não sei se te deleitas,
não sei se te emocionas,
não sei se te coças,
mas eu compreendo-te muito bem.

Beijo doce

Trolha disse...

sinuosa,

... esse sexo descomunal,
que te rasga a solidão,
que te mente em cada espasmo,
que te enche a boca de sal.

Admirada, porquê?

Trolha disse...

~pi,~

uma dama, na rua,
me chama, nua,
pra cama sua

[' 'j' 't'))

Passavas por debaixo do meu andaime

Trolha disse...

carpe diem

forço,
força,
esforço,
esforça.

na forca.

(poema realista)

sinhã, a. disse...

Carapau burilado. :-)